A ALCA e as Barreiras Internas

25-11-2003 - Jornal A Gazeta
Os Ministros responsáveis pelo comércio na América Latina acabaram de confirmar, em Miami, o compromisso de conclusão da ALCA até janeiro de 2005. A reunião ministerial veio ratificar o entendimento de que o comércio pode desempenhar um papel importante na promoção do desenvolvimento econômico e redução da pobreza. Isso significa que, apesar do fracasso da reunião da Organização Mundial de Comércio - OMC, em Cancun, existe um entendimento que crescimento depende da integração comercial entre países. Apesar de muitos reclamarem das barreiras externas no hemisfério Norte, as pesquisas evidenciam que muitos dos obstáculos estão localizados no campo doméstico. A entrada de empresas na exportação depende mais da melhoria e eliminação de barreiras internas do que externas. Aliás, a teoria de gerenciamento baseada em recursos deslocou a ênfase e o ponto de vista da estratégia do ambiente externo para recursos internos das empresas. Desta maneira, compreende-se que as maneiras como as empresas processam informações entre fábricas, fornecedores e clientes finais é que são responsáveis por vantagem competitiva.

Com o advento da ALCA, compete às empresas e seus líderes tentar entender como seus processos internos poderão abrir oportunidades no mercado externo. No ambiente competitivo de hoje não adianta ficar reclamando de protecionismo e subsídios existentes nos mercados do primeiro mundo. Essa luta deve continuar na OMC, em contrapartida, as empresas devem criar mecanismos internos de uma maneira eficiente. Na realidade, os recursos que mais restringem o crescimento e sucesso estratégico de muitas empresas não são as barreiras externas, mas sim a falta de conhecimento e capacidades embutidos dentro das mesmas. No caso brasileiro, algumas das 250 maiores empresas exportadoras ainda hesitam em comprometer recursos e fazer investimentos em ativos ao entrar em mercados internacionais. Essas empresas preferem entregar as mercadorias no costado do navio, em um porto brasileiro, ao invés de, por exemplo, desenvolver sistemas de marketing e logística. Isso explica parte dos motivos pelos quais o Brasil ainda não conseguiu desenvolver empresas multinacionais.

Do ponto de vista doméstico, muitas barreiras internas têm que ser vencidas. Temos que dar continuidade à luta pela eliminação de tributos, melhorar os sistemas de financiamento, reduzir as taxas de juros e custos trabalhistas. É preciso também eliminar os entraves burocráticos operacionais, pois há uma grande dificuldade em se atender a todas as exigências dos vários órgãos governamentais envolvidos. Além disso, temos que melhorar a nossa malha rodoviária, ferroviária e aeroportuária. Concluindo, não adianta enfocarmos exclusivamente nos problemas externos como desculpas para não atingirmos nossos objetivos comerciais quando há muito a fazer dentro de nossa própria casa. E que façamos rápido, caso contrário, continuaremos a ser o país do futuro. Com o advento da ALCA, compete às empresas e seus líderes tentar entender como seus processos internos poderão abrir oportunidades no mercado externo. No ambiente competitivo de hoje não adianta ficar reclamando de protecionismo e subsídios existentes nos mercados do primeiro mundo. Essa luta deve continuar na OMC, em contrapartida, as empresas devem criar mecanismos internos de uma maneira eficiente. Na realidade, os recursos que mais restringem o crescimento e sucesso estratégico de muitas empresas não são as barreiras externas, mas sim a falta de conhecimento e capacidades embutidos dentro das mesmas. No caso brasileiro, algumas das 250 maiores empresas exportadoras ainda hesitam em comprometer recursos e fazer investimentos em ativos ao entrar em mercados internacionais. Essas empresas preferem entregar as mercadorias no costado do navio, em um porto brasileiro, ao invés de, por exemplo, desenvolver sistemas de marketing e logística. Isso explica parte dos motivos pelos quais o Brasil ainda não conseguiu desenvolver empresas multinacionais. 
Do ponto de vista doméstico, muitas barreiras internas têm que ser vencidas. Temos que dar continuidade à luta pela eliminação de tributos, melhorar os sistemas de financiamento, reduzir as taxas de juros e custos trabalhistas. É preciso também eliminar os entraves burocráticos operacionais, pois há uma grande dificuldade em se atender a todas as exigências dos vários órgãos governamentais envolvidos. Além disso, temos que melhorar a nossa malha rodoviária, ferroviária e aeroportuária. Concluindo, não adianta enfocarmos exclusivamente nos problemas externos como desculpas para não atingirmos nossos objetivos comerciais quando há muito a fazer dentro de nossa própria casa. E que façamos rápido, caso contrário, continuaremos a ser o país do futuro.

FAMEX Comercial Importadora e Exportadora

Rua Abiail do Amaral Carneiro, nº 41, sala 101 - Enseada da Suá - Vitória/ES - 29050-908 - Brasil - Tel: 55 27 3324 1312

Danza Estratégia e Comunicação