Bolsonaro, Presidente de Extrema-Direita?

20-01-2020 A mídia internacional, muitas vezes, relaciona o nome do nosso presidente Bolsonaro à expressão “extrema-direita”. Para muitos brasileiros essa denominação não faz nenhum sentido, pois depois de cerca 16 anos de corrupção e descrenças nas instituições, era necessário escolher alguém que tivesse a coragem de enfrentar as oligarquias que contribuíram para que o país passasse por um período de baixa autoestima e quase falência. Porque se referir ao Presidente e a seu governo como de extrema-direita?
Será por apoiar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar irregularidades no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)? De acordo com o documento final da CPI, houve falhas naquele Banco ao financiar obras na Venezuela, Cuba, Moçambique e em outros países durante os governos de esquerda do Partido dos Trabalhadores.
Será por denunciar e combater um mecanismo, espalhado por todo o país, de corrupção generalizada no qual as elites políticas e econômicas se aproximaram do Estado e suas instituições para extraírem benefícios em prejuízo de toda a sociedade através do denominado capitalismo de compadrio?
Será por se recusar a distribuir recursos para comprar favores das principais empresas de comunicação com o objetivo de fabricar notícias positivas de modo a manipular a população brasileira?
Será por tentar quebrar o poderoso lobby industrial, que fez com que o Brasil se tornasse, ao longo do último século, uma das economias mais fechadas do mundo, para prejuízo do consumidor e benefício de grandes indústrias?
Será por criticar o modelo de Estado grande e ineficiente que impera no Brasil, com a desculpa de tentar seguir o modelo europeu de sociedade do bem-estar social, cuja sustentabilidade está sendo fortemente questionada?
Será por não aceitar que a população brasileira continue se sentindo aprisionada dentro de casa e no campo devido ao enorme clima de impunidade existente no país, como se todos os problemas fossem decorrentes de iniquidades sociais?
Será por denunciar a “diplomacia médica” cubana, cujos profissionais recebem cerca de 25% dos salários pagos pelos países onde atuam e o restante é retido pelas autoridades cubanas. Bolsonaro questionou a qualificação dos profissionais cubanos e disse que atuavam numa situação análoga à de "trabalho escravo".

Acredito que para a maioria dos brasileiros que votou no presidente Bolsonaro, a escolha foi feita para que houvesse uma mudança de rumo num navio que estava prestes a afundar. E algumas importantes mudanças já estão ocorrendo. Como exemplo, importante ressaltar as novas concessões nas áreas rodoviárias e de infraestrutura (portos, aeroportos, ferrovias e rodovias), que deverão unir o país de ponta a ponta, permitindo um melhor escoamento da produção agrícola, industrial e mineral e reduzir parte do conhecido custo Brasil.
Além disso, não tenho dúvida de que estejamos caminhando na direção do grau de investimento que, consequentemente, fará que haja um fluxo maior de investimentos estrangeiros para o país. Com todas as falhas que possam existir no governo atual, resumi-lo a extrema-direita significa dar uma prova de desconhecimento da realidade brasileira e ser possuidor de uma visão míope do que ocorreu nos últimos anos sob um governo que seria melhor explicitado como cleptocracia.

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